Com o final do confinamento à vista (espero eu...), decidi fazer do que poderá ser a última sessão fotográfica na minha freguesia um tributo àquele que é uma das grandes atrações turísticas da cidade de Lisboa, o Elétrico 28.
Esta sessão fotográfica foi também a minha primeira experiência com fotografia digital a preto e branco e a consequente edição. A nível da captação serviu principalmente para ganhar a perceção do efeito das sombras na fotografia a preto e branco e de que nem todos os cenários têm o mesmo impacto neste tipo de fotografia. Em certos cenários com luz direta, por mais reduzido que o tempo de exposição fosse ou menor a abertura, não consegui obter o resultado de que estava à espera. Sendo o maior exemplo a passagem do elétrico com um raio de luz solar no canto oposto. A foto abaixo foi a única que se aproximou do resultado que queria.
Relativamente à edição, descobri que há excelentes explicações na grande enciclopédia dos tempos modernos que é o youtube. Foi estranho descobrir que é possível destacar os azuis e os amarelos numa foto a preto e branco... A fotografia digital é uma verdadeira magia, porque lá no fundo não deixa de ser uma fotografia a cores com um processamento instantâneo feito pela própria máquina fotográfica. O sensor continua a ser o mesmo e a versão RAW da foto continua a ser a cores.
Esta "magia" permitiu-me fazer a primeira edição de secção no Lightroom com uma mistura de cor com preto e branco. Quando vi o resultado final, fiquei bastante contente. Quase ao nível da criança que mostra com orgulho uma folha rabiscada pelo número máximo de lápis de cera que conseguiu segurar numa das mãos. Sem mais demoras, gostaria de começar por esta "obra de arte"....
Além da aprendizagem fotográfica, este passeio matinal pelas ruas de Lisboa ao longo do trilho "do 28" deu-me a oportunidade de observar os hábitos dos alfacinhas num dia tão especial. Ainda não o disse, mas este passeio foi feito na manhã de dia 14 de Fevereiro. Para efeitos de proteção da integridade das pessoas de ramo de flores em mão que se cruzaram com a minha objetiva, decidi não incluir nenhuma dessas fotos. Nunca se sabe quem poderão ter sido os eventuais destinatários ou destinatárias de tais oferendas. De qualquer forma foi fácil perceber que se tratava de um dia fora do vulgar e de que o lisboeta é um romântico por natureza.
Aqui estão as restantes fotografias selecionadas deste ensaio fotográfico. Espero que gostem.
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